Transitar pelos ambientes da casa para as diversas atividades do dia a dia é um dos motivos da proliferação de vários tipos de bactérias. Afinal, elas estão em todos os lugares, inclusive dentro e fora do nosso corpo! Sobre a nossa pele vivem bactérias que pertencem à família moraxellaceae. Grande parte delas é encontrada na esponja da cozinha e apontada como a causa da contaminação desse acessório tão comum.

A esponja manuseada por nós, e que tem contato com utensílios e equipamentos, é a principal responsável pelo acúmulo de microrganismos, ocorrendo, assim, contaminações cruzadas entre mãos e alimentos. Existe mais perigo na cozinha do que em qualquer outro ambiente domiciliar. Acredite: na cozinha há mais bactérias do que no banheiro. São milhões delas!

Reservatório de bactérias

Segundo pesquisadores da Universidade de Furtwangen, na Alemanha, por si só a estrutura da esponja é um ambiente propício para a reprodução dos microrganismos. Ela funciona como um reservatório para as bactérias, e seu manuseio no dia a dia torna fácil a proliferação: a esponja acumula cerca de 362 tipos de bactérias. A maioria desses microrganismos não causa mal à saúde, mas alguns são prejudiciais e podem causar sérias doenças. Cinco entre 10 bactérias pertencem ao grupo de risco 2 (em uma escala de 1 a 4), sendo potencialmente agentes patogênicos.

O que fazer?

Para os cientistas alemães, não é recomendável fazer a higienização da esponja, já que o processo apenas aumentaria a presença dos organismos. Segundo eles, as bactérias mais resistentes se reorganizam novamente em colônias, chegando em um nível similar ao que havia antes da limpeza.

De acordo com o biomédico Roberto Martins Figueiredo (conhecido como “dr. Bactéria”), além de trocar a esponja uma vez por semana, deve-se lavar a esponja diariamente e, depois, deixar de molho em água fervente por cinco minutos. Outra orientação é não armazenar a esponja embaixo da pia, com outros alimentos como óleo, vinagre etc.

Referência:  revista Galileu.